quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Breve retrato

Atualmente, penso que um dos assuntos que mais tenho facilidade em abordar é referente ao cinema, mas nem sempre foi assim. Iniciei a aventurar-me explicitamente nesse campo da arte mais ou menos em 2010 e 2009, é sempre meio complicado encontrar a origem das coisas. Por um somatório de situações posso concluir o início desse meu aprofundamento cinematográfico, sendo que ainda nem sai da ponta desse grande iceberg. Tentarei passar uma espécie de retrato histórico pessoal até o momento de hoje, tentando ambientar minha realidade relacional com o cinema.
Claramente eu já tinha uma boa experiência fílmica antes de 2010, como a maioria que nasceu na década de 1990, e os primeiros passos acontecem sempre com obras infantis e adolescentes, não posso negar que apenas nessa bagagem já tem muito assunto para escrever por aqui. Mas um exemplo já basta: a empresa Pixar e as suas animações que me marcaram demais. Sempre considerei o estilo das animações da Pixar fantástico, era algo que de fato me fazia viajar, saia das salas de cinema olhando de modo diferenciado para o "mundo real", penso que a minha imaginação era potencializada. As produções da Pixar são sempre bem verossímeis, eu como criança sabia que aquilo não existia, no entanto, certos elementos só de começarem a existir em nossas mentes já fazem uma grande diferença.
Ainda assim, nunca tive a pretensão de ir atrás de novas obras cinematográficas e compreender a técnica, a filosofia, a arte etc por trás. Até 2010. 
No meu Ensino Médio, tive a oportunidade de assistir muitos filmes bons, a professora, e também diretora da escola - minha querida Tia Ieda - dedicava muitas das aulas para passar diferentes obras, sobretudo no último ano, o de 2010. Desconfio que os dois anos anteriores serviram de combustível para que nesse último eu então me apaixonasse pelo cinema. Assisti vários que me marcaram e marcam até hoje (pois quando é bom, sempre busco rever): Na natureza selvagem (Into the wild), Pequena miss Sunshine (Little miss Sunshine), A onda (Die welle), Batman: O cavaleiro das trevas (Batman: The dark knight). Esses são apenas alguns fortes exemplos dos muitos outros que vi, outros eu nem lembro por falta de atenção minha na época ou por alguma situação que me fez deixar de assistir de fato um filme, aquele modo de assistir sempre com a "antena ligada". 
A partir de então, comecei a ir pegando diferentes filmes de fora - no sentido de ir além do que via na televisão e na escola - e de lá pra cá não parei mais com essa atitude. Descobri muitas outras obras-primas, e nesse blog tentarei analisar o máximo que puder delas. 
Criei um hábito de ver filmes e dar uma singela organização a eles. Sempre ao terminar de vê-los, tentava anotar seu nome, ano e diretor. Posso dizer que preenchi cerca de umas 7 folhas só com essas informações mais ou menos, mas a quantidade não me importa. O essencial pra mim é conhecer variados filmes, de variados diretores e de variados anos. Encontrando os belos traços na quantidade, indo além de apenas alguns segmentos de filmes. Penso que assim que alguém realmente entra no universo do cinema.  
Hoje em dia, costumo assistir muitos através da Internet - ainda que a faculdade absorva boa parte do meu tempo e assim assista menos do que antigamente (minha média devia ser três ou quatro por semana, nunca foi muito) - mesmo assim não deixo de comprar os DVDs, algo meio incomum hoje em dia com muitos indivíduos, no entanto nunca perderei essa vontade de ter os DVDs, ainda que eu só compre aqueles que sei que são ''bons", ou seja, sempre vejo antes por alguma outra mídia. Ir numa sala de cinema e ver na telona, ultimamente não estou indo muito, mas é uma experiência insubstituível, acredito que é a melhor forma de ver qualquer longa.    
Ainda tenho muito caminho pela frente, mas fico feliz, pois sei que enquanto houver esse caminho pela frente, minhas alegrias e momentos felizes estarão garantidos.